Perspectivas Braskem

Perspectivas Braskem

Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou a última versão do relatório Panorama Econômico Mundial. De acordo com a organização internacional, o crescimento global deverá manter-se modesto em 2016, em 3,2%, antes de atingir 3,5% em 2017. 

Os países emergentes ainda representarão a maior parcela do crescimento global em 2016, com expectativa de crescimento de 4,1% neste ano, mantendo-se 2 pontos percentuais abaixo da média da última década. Esta projeção de crescimento reflete a combinação dos seguintes fatores: (i) fraqueza nos países exportadores de petróleo, (ii) uma desaceleração moderada na China, saindo de um crescimento de 6,9% em 2015 para 6,5% em 2016 e (iii) uma perspectiva ainda fraca para os exportadores de commodities não petrolíferas, incluindo na América Latina, na sequência de novos declínios de preços.

Para os países desenvolvidos, o FMI espera um crescimento de 1,9% neste ano. Nos Estados Unidos, o crescimento deverá continuar em um ritmo moderado e a expectativa é de uma expansão de 2,4% em 2016, apoiado pelo fortalecimento dos balanços de empresas e uma melhora no mercado imobiliário.

Na Zona do Euro, a recuperação deverá continuar modesta e o crescimento esperado para este ano é de 1,5%. O enfraquecimento da demanda externa deve ser compensado pelos efeitos favoráveis de preços de energia mais baixos. Para o FMI, o potencial de crescimento deverá manter-se fraco devido: (i) alta dívida pública e privada, (ii) baixo nível de investimentos e (iii) o alto desemprego. 

No Brasil, a expectativa é de que a performance da economia em 2016 seja tão ruim quanto em 2015, com mais um ano de queda no PIB de 3,8%. Para o FMI, a recessão no Brasil continua a impactar o mercado de trabalho e o nível de rendimentos reais, com as incertezas domésticas limitando a capacidade do Governo de formular e executar políticas. Adicionalmente, o Fundo acredita que o PIB deve voltar a apresentar crescimento em algum ponto de 2017, ajudado por um real depreciado, porém na média do ano, a projeção é de variação zero para o PIB brasileiro no ano que vem.

No setor petroquímico global, a expectativa é de que os spreads ainda se mantenham em patamares saudáveis em 2016. É possível que haja algum tipo de volatilidade, principalmente no mercado asiático, com novas entradas de capacidade de PP na China, contrabalanceada por um cenário mais positivo no mercado de PP dos EUA. Este cenário se torna desafiador a partir do final de 2017 quando um volume mais relevante de novas entradas de capacidade de PE base gás entram em operação nos EUA.

Nesse contexto, a estratégia da Braskem, permanece pautada (i) na diversificação da matriz da matéria-prima e geográfica; (ii) no fortalecimento na relação com seus Clientes; (iii) no desenvolvimento da cadeia petroquímica e de plásticos brasileira; (iv) na busca pela eficiência operacional; (v) sem descuidar da manutenção de sua higidez financeira e disciplina de custos.

Adicionalmente, é importante destacar a entrada em operação do Projeto do México, que traz importante diversificação de matéria prima e geográfica no portfólio de ativos da Companhia. A companhia já atingiu um importante marco com a produção do primeiro lote de PE no Complexo Petroquímico no México. Esse marco fez parte do processo gradual de partida iniciado em dezembro de 2015 com a entrada em operação da área de utilidades, seguida do cracker em março deste ano. Ao longo 2016, a expectativa é que a curva de operação aumente de forma gradual e de forma mais acentuada a partir do segundo semestre.

Em linha com sua estratégia de redução de gastos, a Braskem dará continuidade a implementação de um programa de redução de gastos com potencial economia de R$ 400 milhões por ano em base recorrente, montante que deve ser atingido em sua plenitude em 2017.

Por fim, a Braskem segue com seu compromisso de crescimento e desenvolvimento sustentável, e continuará a agir proativamente em busca das melhores oportunidades, visando à criação de valor para seus Clientes, Acionistas e toda a sociedade, aumentando a competitividade em toda a cadeia produtiva da petroquímica e dos plásticos, sem perder o foco na disciplina financeira..